O ritmo de entrega das aplicações e a própria inovação nos serviços digitais, junto às adversidades causadas pela pandemia, desafiam as organizações, em relação aos ritos e resultados do times ágeis. Para indicar as questões mais importantes e compartilhar parte das respostas, Ana Milani, gestora de Qualidade da Cielo; Júlio Azize, IT manager do Santander; e Márcio Tierno, CEO da Keeggo – três profissionais pioneiros e nomes de referência no mundo “client-centric” – participaram de um talk show, conduzido por Rogério Sartori, DevOps Sales Strategist da Micro Focus, no Realize.

Quality gates, qualidade no design x cascágil

“Não existe software livre de problemas e também não há forma única de implementar. Não dá para pensar em designer e Qualidade separadamente”, disse Ana Milani, gestora de Qualidade da Cielo, durante o talk show no Realize. “Os gates no final gera retrabalho. Funciona se for usado como uma canaleta de boliche, com feedback rápido e contínuo”, acrescenta. “Já vimos casos em que haviam times ágeis com um sprint de desenvolvimento e outro de teste. É cascágil”, mencionou Rogério Sartori, encarregado de provocar os especialistas no talk show.

“Os testes têm que ser automatizados e contínuos, com zero trust em todo o processo”, observa Júlio Azize, IT Manager do Santander, na conversa no Realize. Ele conta que, além da questão da produtividade, a automação e as ferramentas de Qualidade nas trilhas de DevOps facilitaram as mudanças na gestão dos times. “O ágil requer sinergia. Foi um desafio manter isso com as equipes dispersas fisicamente. As companhias com maturidade e ferramental foram melhor”, constata.

Rogério reconhece que as aplicações hoje têm entregas muito mais frequentes. “Isso gera muitas quebras nos modelos atuais. Vemos uma nova geração de modelos de automação de testes, com incorporação Inteligência Artificial e Machine Learning para automação”, nota. “Vejo ainda muitas esteiras DevSecOps com dois grandes problemas: uma dependência grande de testes manuais, deixando o processo lento e ineficiente, ou a falsa sensação que tem a quantidade necessária de testes automatizados que garantem a entrega”, pondera. “Se nossos testes são insuficientes e temos falsa sensação de garantia de qualidade, começamos a praticar o desastre contínuo”, adverte.

Escala em função de estratégias centradas no cliente

“O importante não é ser ágil. O nome do jogo é centralidade no cliente”, resumiu Márcio Tierno, agilista veterano e CEO da Keeggo, no talk show no Micro Focus Realize. Junto ao amadurecimento dos times ágeis, Márcio vislumbra um caminho de aproximação com os objetivos estratégicos, com uma visão não apenas das entregas, mas também de produtos e geração de valor. “Ainda encontramos coachers e scrum masters desconectados, que veem mais framework do que resultados”, constata.

“Há um processo de adaptação para a ‘centralidade do cliente’. Impõe rever o soft skill; trabalhar com outras premissas”, pondera Ana Milani.

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