Pragmatismo, alinhamento empresarial e senso de responsabilidade são os fundamentos da evolução tecnológica e do papel que os coboleiros têm pela frente nas organizações que dependem de inovação com agilidade, segurança e resultados

Hoje é hoje para todo mundo, tenha nascido ontem ou no século passado. Durante o ano passado, quando o COBOL entrou em sua sétima década e se confirmou como a linguagem mais longeva da história, a Micro Focus buscou depoimentos de acadêmicos, estrategista da indústria, líderes de TI e outros protagonistas que conhecem a história sumarizada no e-book COBOL aos 60: uma lenda viva. Todavia, mais do que comentários sobre a trajetória e as mudanças tecnológicas nas últimas décadas, os coboleiros focam sua atenção em alavancar seus sistemas, habilitar novos modelos de negócios e aproveitar as oportunidades das tecnologias e da infraestrutura do mundo de hoje.

Entre as sete maiores companhias de software do mundo, algumas delas só entram em cena quando você liga algum dispositivo digital. A Micro Focus é uma das que se fazem presentes quando se liga na tomada de energia. Para praticamente toda a população urbana, de qualquer geração, é COBOL o dia inteiro por trás de seus deslocamentos, compras e outras atividades. Pelo menos 70% das transações que ocorrem no mundo passam por algum sistema em COBOL. É mais que o volume de page views no Instagram ou likes no Facebook. Pouco plausível que isso se explique por “inércia” do legado. Quando o COBOL nasceu, 100% dos álbuns tocavam nas vitrolas e nem por deixou de haver sucessivas migrações em massa para cada alternativa que apresentasse menor custo.

Apesar de ter muitas referências técnicas, e-book é de leitura fácil e agradável, pela diversidade de visões nos depoimentos. O texto dá um panorama da evolução do COBOL da perspectiva dos:

  • Aplicativos (a capacidade de adaptação a plataformas de hardware, VM, contêineres etc.);
  • Processos (entrega de valor com velocidade, independente de plataforma ou linguagem);
  • Infraestrutura.

Alinhamento ao negócio, como o próprio nome diz

Em sua origem, o COBOL (COmmon Business Oriented Language) já foi um caso de desenvolvimento sob demanda, a partir da iniciativa de agências de governo, indústrias, universidades e outras organizações. A tecnologia já teria que nascer com os conceitos de confiabilidade, segurança e controle de quem sempre levou Informação a sério. É interessante lembrar que àquela época o hardware era totalmente proprietário, os padrões de fato eram incertos e os fóruns de padronização incipientes.

Ou seja, o COBOL deveria ser capaz de dar conta de digitalizar os dados, o dinheiro e os órgão vitais da economia, e ao mesmo tempo tinha que estar pronto para todas as ondas tecnológicas que estavam por vir. Talvez esse seja o grande legado; a explicação da vitalidade em cada fase da trajetória do COBOL.

Hoje, 85% dos clientes da Micro Focus afiram que o COBOL continua a ser estratégico em suas organizações. Segundo a Reuters, a linguagem ainda é usada em mais de 40% dos desenvolvimentos na indústria financeira.

Parece que adivinharam

Mesmo antes de entrarem entre as “top trends”, os termos Segurança de Dados, Aplicações de Alto Volume, Escalabilidade, Portabilidade de plataforma, Interoperabilidade, ou Gestão de ciclo de vida de aplicações já convergiriam a características enfatizadas pela Micro Focus, que passaram a ser ainda mais valorizadas com a Transformação Digital. Sem dar spoiler do e-book mencionado, vale observar como certos aspectos se relacionam às inquietações e objetivos do pessoal de TI neste momento:

Baixo risco com os dados – “A linguagem rica em tipos do COBOL permite que os dados sejam descritos com precisão com limites e escopo explícitos”. Essa afirmação do e-book é bem pertinente aos profissionais que são pressionados para expor e interconectar aplicações, e ao mesmo tempo garantir a segurança de dados e agora a conformidade à LGPD.

Qualidade transacional e analítica – a precisão aritmética, necessária para aplicações em Finanças ou engenharia, por exemplo, ganha relevância em um mundo orientado a estatísticas de predições.

Governança desde o começo dos processos – junto à facilidade de acesso a vários formatos e padrões de bases de dados, o COBOL inclui recursos internos de classificação e filtragem, o que faz do desenvolvedor observe práticas de governança, sem nenhuma ferramenta adicional.

Portabilidade, performance e eficiência econômica – as aplicações COBOL se adéquam às condições de escala, custos e outras formas de aproveitar as oportunidades tecnológicas e comerciais dos fornecedores e provedores.

Colaboração – a inteligência embutida nas aplicações COBOL se preserva pelas características próprias, de estabilidade e facilidade de evolução. Mas boa parte do crédito é devida aos coboleiros. Independente de programar em ISPF com tela verde ou navegar nos menus de um moderno framework, como Eclipse, esse profissional entende do BO – no caso os “objetivos de negócio”, do COBOL.

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