À medida que os serviços digitais – tanto na operação quanto nos canais – ganham peso, se aceleram as iniciativas sustentadas em nuvem, a adoção de metodologias ágeis e as práticas de DevOps, ao mesmo tempo em que o impacto da Qualidade de Software no valor dos produtos faz com que os processos de testes deixem de ser acessórios. As organizações, portanto, buscam incorporar facilidades de automação e IA em seus programas de Quality Assurance (QA), que passam a se integrar mais fortemente às trilhas de DevSecOps, com visão de geração de valor e experiência do cliente. Essas são algumas descobertas do  World Quality Report 2021-2022, a 13ª edição do estudo organizado por Micro FocusCapgemini e Sogeti

Esta edição teve a colaboração de 1.750 CIOs e outros profissionais seniores de TI, em 10 setores, de 32 países. Por ser o único relatório global focado em Qualidade e Testes, o WQR traz análises específicas  de práticas e tendências em sete tipos de companhias e setores: automotivo; indústria de bens de consumo e varejo; indústria de base e serviços essenciais (utilities); finanças; saúde;  setor público; telecom e mídia; e tecnologia.

Além dos dados, o WQR traz a experiência e os insights de líderes de companhias de diversos países, com a transcrição dos melhores comentários e observações ao longo das entrevistas.

Uma tendência sinalizada na edição anterior e ratificada agora é a importância que Agile e DevOps ganham na transformação digital, à medida que os stake holders (líderes, executivos, investidores etc.) percebem a Qualidade de Software dentro das estratégias de eficiência operacional e geração de valor. Neste momento, se busca disseminar metodologias e ferramentas para inserir a Qualidade ao longo do ciclo de desenvolvimento e entrega. “À medida que as companhias procuram melhorar sua qualidade de software, com mais velocidade, produtividade, segurança e uma ótima experiência do cliente em uma variedade de dispositivos e ambientes, os líderes mostram a necessidade de as organizações avançarem em suas iniciativas de modernização, por meio de qualidade contínua sustentada por IA e ferramentas de automação de testes”, observa Rohit de Souza, vice-presidente e diretor geral de ADM da Micro Focus.

Automação e IA avançam, mas Qualidade precisa de gente

Praticamente metade dos entrevistados (48%) já tem um repositório de dados de execução de teste pronto exigidos por plataformas de IA e machine learning. Entre os responsáveis por produtos e negócios, 42% consideram as plataformas confiáveis e 46% estão dispostos a automatizar decisões com base nos insights dessas ferramentas.

Aumentar o nível de automação, melhorar o design dos testes, e ganhar tempestividade (com identificação antecipada de defeitos) são apontados como fatores críticos por cerca de metade (46%; 53% e 55%, respectivamente). Todavia, 65% destacam a necessidade de pessoas com o skill adequado para responder pelos processos de testes de qualidade nas diversas fases do ciclo.

SaaS, nuvem e Qualidade com equipes e ambientes distribuídos

Embora a migração das cargas para a nuvem fosse uma tendência anterior à pandemia, a adoção emergencial do teletrabalho implicou muito foco em acesso remoto, segurança e gestão, conforme as constatações da edição anterior do WQR. Neste momento, os novos modelos de colaboração se consolidam, suportados pelos principais fornecedores de ferramentas de QA e ALM, que passam a disponibilizar cada vez mais suas soluções em SaaS. 

“A pandemia reforçou a importância da agilidade para organizações em todos os setores e, à medida que a TI está sendo modernizada e os ambientes estão migrando para a nuvem para permitir agilidade, as empresas estão cada vez mais conscientes da relevância e do valor de quality assurance. Como resultado, estamos vendo um investimento crescente nesta área, particularmente nas tecnologias que permitirão a Indústria Inteligente”, Mark Buenen, líder global de engenharia de qualidade do Capgemini Group.

Entre as iniciativas para modernizar seus ambientes de testes, praticamente todos os líderes destacam o uso de serviços em nuvem e contêineres. Outros pontos enfatizados são agilidade de provisionamento, visibilidade e eficiência.

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