A capacidade de captura e análise de dados transacionais e outras informações em tempo real; a agilidade dos times de DevOps para entrega de produtos; e, evidentemente a empatia e a criatividade dos profissionais de negócios são as bases para tornar o Open Banking uma oportunidade de expansão. Esses foram os pontos destacados no painel com quatro líderes de TI e inovação do Santander, no Bate-papo Virtual do Informática Hoje.

“Com o Open Banking, vamos trabalhar com o transacional e o analytics em tempo real”, resume Marino Aguiar, CIO do banco. “Se não tivéssemos começado uma estratégia de data transformation lá atrás, a atual estratégia para Open Banking não existiria”, menciona Luís Guilherme Bittencourt, diretor de Varejo & Financeira.

O especialista em canais observa que o Open Banking acentua uma exposição que, de certa forma, já tinha começado a ficar evidente. “Já não existia mais a tendência de o cliente querer concentrar tudo em um banco. O switching cost nunca foi tão baixo. Cliente usa vários provedores, porque os competidores decompõem as jornadas em coisas simples”, avalia.

A ideia é identificar as oportunidades periféricas críticas”, para alavancar não apenas o cross selling de produtos, mas também a capacidade de montar soluções personalizadas, inclusive compondo ofertas de terceiros. “Na jornada de financiamento de veículo, podemos fazer a cotação em várias seguradoras e financiar o seguro”, exemplifica Guida Afonso, executiva sênior de TI para Serviços Centrais & Seguros. “Com Open Bank, se melhoram os motores de crédito, com os consentimentos.”

“Nossas áreas de negócio hoje buscam entender como tangibilizar os benefícios do Open Banking”, informa Luís Guilherme. “O Open Banking se desenvolve em etapas”, esclarece Marino. “Agora estamos a fase de estabilizar a tecnologia. A próxima é comunicar ao público. Quando usarem mais, teremos a competição”, prevê.

“Em vez de encarar o Open Banking como mais uma obrigação regulatória, vemos como aproveitar a oportunidade de ampliar nossa capacidade técnica”, diz Richard Flávio da Silva, executivo sênior de TI de Arquitetura & Industrialização. “Com Open Finance, vêm algumas perpectivas. Uma vertente é a computação em nuvem. O banco já tem estratégia de nuvem pública. Contudo, mais do que nuvem, pensamos em uma tecnologia orientada a eventos. Percebemos o que acontece no core transacional e colocamos a informação em um tubo de dados para ser consumida pelo ecossistema”, descreve. “Agora trabalhamos para entender onde se precisa de dado real time e analytics em tempo real. Por exemplo, no onboarding podem-se pegar os consentimentos e simplificar o processo com buscas no ecossistema”, conta.

Exposição e oportunidades

Luís Guilherme enfatiza que a facilidade de o cliente navegar entre serviços financeiros de vários provedores leva a uma abordagem diferente dos movimentos dos competidores, seja para responder rápido ou até para aproveitar sinergias que possa, surgir. “O PIX se mostrou um grande benefício para os bancos tradicionais, o que é contraintuitivo. Vantagem da oferta de docs e teds sem tarifa foi eliminada”, exemplifica. “Nunca expandimos tanto a base de cliente”, lembra.

Marino Aguiar observa que toda a estrutura de dados, DevOps e transformação desde a segunda metade da década passada ganha sentido quando praticamente todas as áreas ficam sujeitas a competição em criação de produtos, experiência do cliente e eficiência operacional. “A inovação não cabe toda só no que nós pensamos. Sabemos que outras boas ideias surgirão no mercado e então precisamos de velocidade e adaptabilidade para responder”, resume. “Na organização, não temos uma ‘área de inovação’, porque pareceria que as pessoas inteligentes só estão lá. Qualquer um que pense formas melhores e mais eficientes de atender aos clientes tem canais para contribuir”, acrescenta o CIO.

Saiba mais sobre
as soluções de TI da Micro Focus

Informe seus dados e entraremos em contato






    Prometemos que não enviaremos spam ;-)