As estratégias de nuvem, DevOps e automação na geração de níveis inéditos de lucratividade, aquisição de clientes e eficiência, assim como as perspectivas para o novo cenário do mercado de serviços financeiros com o Open Banking, foram os temas destrinchados por quatro líderes de TI e Inovação do Santander, em uma entrevista exclusiva ao canal Informática Hoje.

Assista os líderes de TI do Santander

“O Santander é uma empresa de tecnologia que opera serviços bancários”, define Marino Aguiar, CIO da organização. “Os resultados de 33,8% em eficiência e 21% em rentabilidade são inéditos na indústria. Somos o banco mais digital da América Latina. Seria impossível obter esse índice sem digitalização fim a fim, não apenas no onboarding e no transacional, mas também no back office, na pós-venda e nos pontos de presença”, destaca Marino Aguiar, CIO do Santander.

“Não decidimos ser ‘banco digital’. Evoluímos em todos os canais, simplificando os produtos e serviços com a digitalização”, define Luís Guilherme Bittencourt, diretor de Varejo & Financeira. Enquanto os canais digitais duplicam as vendas ano a ano, as “lojas” (como chamam as novas agências) tiveram um incremento de 15% de receita com a expansão dos pontos de presença. “Neste ano, trabalhamos muito com IA em interações por Whatsapp. Nos canais remotos (contact center, chat etc.) e presenciais, todo o back office é mais simples e as pessoas se concentram nas atividades comerciais”, menciona.

Guida Afonso, executiva sênior de TI para Serviços Centrais & Seguros, destaca as condições da arquitetura do Santander Tecnologia na agilidade para otimização de processos e criação de produtos. “Na pandemia, vimos que não tínhamos produto de seguro para profissionais de saúde, que foi criado rapidamente. Em abril de 2020, revisamos 100% do portfólio de projetos e reajustamos prioridades dos pipelines do ano. Até novembro de 2021, temos o desafio de simplificar a jornada dos produtos, da cotação à pós-venda”, exemplifica. “A automação do back office é também uma jornada contínua”, acrescenta. “Em 2016 abraçamos o modelo ágil e hoje são 2,3 mil pessoas envolvidas. O investimento direcionado a nuvem privada dá condições de escalabilidade. A automação de ponta a ponta também empodera desenvolvedor”, enumera Richard Flávio da Silva, executivo sênior de TI de Arquitetura & Industrialização.

“O Santander é uma referência em cloud, DevOps e automação”, afirma Márcio Tierno, agilista e diretor e CEO da Keeggo, co-patrocinadora do painel. Wilson Moherdaui, publisher do Informática Hoje e condutor da entrevista, reconhece que, com 70% das operações em nuvem, mais de 80% dos projetos entregues em menos de 40 dias e uma esteira de desenvolvimento e testes madura, a organização tem uma estratégia peculiar de competir em segmentos diversificados, tanto com os grandes bancos na captação de correntistas quanto nos novos serviços oferecidos por fintechs e outros entrantes. “Trabalhamos com o Santander há 40 anos e é sempre a conversa é sobre inovação em larga escala”, acrescenta Marco Leone, vice-presidente e general manager da Micro Focus Brasil, patrocinadora do painel com os profissionais do Santander.

Cloud, DevOps e automação na sustentação da estratégia de inovação

No segundo trimestre de 2021, o Santander chega a mais de 50 milhões de clientes, com um aumento de 50% ano a ano. “Há cinco anos tomamos decisão de desenvolver nossa plataforma para ser ágil. Lembro que em 2016, tivemos 13 implementações de mobile e só nos últimos meses foram mais de 200”, menciona Marino. No total, são mais de 8,7 mil implementações executadas ao longo deste ano. Ele afirma que, no amadurecimento da estratégia de CI/CD, a organização usa cada vez melhor os recursos de gestão e automação tanto para agilidade quanto para redução do escopo de riscos. “Queremos usar novas tecnologias em larga escala”, explica.

Em 2017, todo o desenvolvimento passou a ser orientado à arquitetura em nuvem. Também foi adotado um modelo de 100% dos canais orientados a web, inclusive os ATMs, que rodam aplicações web e em nuvem. “Somos hoje a maior implementação em nuvem pública (do setor financeiro) no país”, diz Marino.

Richard reconhece que o estágio na migração das aplicações e no desenvolvimento para nuvem foi decisivo na hora de colocar 95% da força de trabalho remota. “Colocamos o call center em trabalho remoto. Com nossa arquitetura, atendemos à prioridade de disponibilizar um contato ao cliente que não pode ir à agência”, lembra. A maturidade das práticas ágeis também favoreceu manter e acelerar o tempo de resposta às circunstâncias. “Nos projetos, os times de tecnologia e negócios já têm conversa fluida, que mesmo no online foi mantida. Na pandemia, com as demandas de adaptações no crédito, revisão de prazo e outras demandas, a interação dos product owners com os times tecnologia foi fundamental”, observa.

“Hoje temos de tudo do mundo de DevOps no Santander. Trabalhamos com um conjunto enorme de tecnologias emergentes aplicadas na prática”, diz o executivo de arquitetura. “A automação de ponta a ponta empodera desenvolvedor. Com a esteira automatizada, desde o código à execução no contêiner, o processo roda com o mínimo de intervenção. Não é necessário fazer demandas à infraestrutura; o desenvolvedor tem tudo na mão”.

Para saber como as estratégias de nuvem, DevOps, automação e transformação digital se desdobram em competitividade e rentabilidade, vale a pena tirar um tempo para assistir a íntegra do Bate-Papo Virtual: Os Desafios da Aceleração Digital no Banco Santander.

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