Cinco líderes de TI explicam estratégia de BaaS (banking as a service), as mudanças da arquitetura de TI para transformação do negócio, e as expectativas dos clientes de serviços financeiros, em uma conversa com jornalista veterano no setor.

Às vezes como ponto de entrada, com a força da marca e a confiabilidade dos canais próprios, e outras vezes de forma invisível ao cliente final, o Bradesco mais uma vez antecipa as formas de inventar e entregar serviços financeiros.

“Projetos que antes levariam meses ou anos, hoje são quebrados em MVPs (mínimo produto viável), de forma incremental e entregando valor”, menciona Cristina Pinna, diretora de desenvolvimento de sistemas.

“Constatamos que inovar só com recursos internos seria impossível. Hoje há mais de 200 startups no InovaBra Habitat”, diz Renata Petrovic, superintendente de Pesquisa e Inovação.

“A jornada para a nuvem é prioridade. Mais do que escalabilidade, os serviços são aceleradores de mercado”, observa Lennon Farias, superintendente executivo de arquitetura de TI. “Saímos do modelo de data center primário e secundário para ambientes com múltiplos nós passíveis de falhas”, pondera Frank Moraes, superintendente executivo de governança de TI.

“Grandes resultados das inovações foram materializados na pandemia, com pagamentos emergenciais, revisão de contratos e ações feitas em semanas”, lembra Edilson Reis, diretor departamental de infraestrutura de TI.

Os líderes da organização foram reunidos no painel Pioneirismo e Inovação: os desafios da TI do Bradesco, realizado pela Fórum Editorial, com apoio da Micro Focus. “Após o pioneirismo em sistemas online e ATMs, quando todos discutiam se seria possível internet banking, o Bradesco foi lá e fez. Há décadas a organização é protagonista na economia e na vida digital dos brasileiros. É sempre uma referência de como a inovação ocorre em meio a enormes volumes, os mais adversos cenários de riscos e várias frentes de competição e alianças”, diz o jornalista Wilson Moherdaui, publisher do Informática Hoje.

“A cultura é o fator determinante em uma companhia. O resto sempre muda”, destaca Marco Leone, vice-presidente e general manager da Micro Focus Brasil. “Além da credibilidade, a transparência é o grande ativo do Bradesco. Esta conversa mostra como as pessoas se respeitam e têm autonomia, o que traz sempre discussões muito ricas”, reconhece.

Vilas Ágeis, nuvem e os novos habilitadores de produtos financeiros

Cristina Pinna descreve como as Vilas Ágeis reúnem times multidisciplinares, e fala do uso de tecnologias de dados, IA, assim como da infraestrutura de serviços, nesse contexto. “Um dos focos do DevSecOps é automatizar a gestão do ciclo de vida das aplicações”, informa. “Buscamos integrar soluções em nuvem para acelerar o time do market”, diz em outro trecho da conversa.

A diretora de desenvolvimento destaca projetos Brain (Bradesco Inteligência de Negócios), BIA e CRM 2.0 como referências dessa transformação. “São três exemplos de iniciativas de vilas ágeis, com cloud, IA e automação do ciclo de vida”.

“Em 2020, a inovação ganhou senso de urgência”, diz Renata Petrovic. Além de acelerar a entrega de produtos emergenciais de crédito para enfrentamento à pandemia, os modelos ágeis e colaborativos foram essenciais à própria organização. “A gestão remota de RH se tornou essencial e trabalhamos com três startups na digitalização dos processos de admissão, incluindo verificação de informações e entrevistas por vídeo”, exemplifica.

Competitividade e orquestração em um mundo híbrido

“Ecossistema digital é atuar com canais e serviços próprios ou de terceiros”, define Cristina Pinna.

A exposição a modelos híbridos tem duas vertentes: uma é a construção de um grande “barramento” de serviços transacionais, segurança e conversão da inteligência de negócios em geração de valor ao cliente. “A nossa arquitetura tem que apresentar resiliência para chegar onde o cliente deve ser atendido”, resume Frank Moraes, executivo de governança. “Para criar jornadas ricas e orientadas a dados, temos que alavancar nossos alicerces de tecnologia”, acrescenta Lennon Farias, arquiteto de TI.

“O movimento de ecossistema digital consolida conceito de BaaS (banco como serviço)”, diz Cristina. Ela explica que iniciativas como o Brain, de oferecer produto de crédito no contexto e nas condições do cliente, criam diferenciais tanto no que é entregue pelo próprio banco, com seus canais e aplicações próprias, quanto acrescentando conveniência e confiabilidade em outros polos da vida digital.

Edilson Reis, de infraestrutura, nota que o atual estágio de transformação da organização exige também um papel mais ativo dos fornecedores. “Nunca sabemos ao certo que tecnologia teremos para inovar”, observou Renata Petrovic, de inovação. “Procuramos parceiros que trazem um olhar de fora e buscam agregar valor ao cliente. Às vezes o alinhamento estrito a nossas especificações até atrapalha. Alguns fornecedores assumem debates difíceis conosco e são os que mais contribuem”, diz Edilson.

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