Junto à estabilidade e valor das aplicações, a evolução da tecnologia faz com que coboleiros de todas as idades se alinhem às mudanças em infraestrutura, processos e estratégia de negócios, com plena confiabilidade, mas sem chance de acomodação.

Dois estudos diferentes, um da FGV com as companhias locais e o Work Trend Index da Microsoft, têm em comum a constatação de que os funcionários veteranos se adaptaram mais facilmente ao home office, na migração em massa do ano passado. Embora as pesquisas não aprofundem o porquê, Hannah McConnaughey, gerente da Microsoft, menciona o conhecimento dos processos, dos clientes e as conexões na organização.

É assustador para alguém em início de carreira criar networking. É difícil me sentir conectado até mesmo à minha equipe imediata, muito menos construir conexões significativas em toda a empresa”, constata. Em contrapartida, quem pensava que já passou por tudo, nunca passou por isso. É claro que quem já ouviu muita cobrança de stake holders e muita reclamação de cliente tem uma noção de objetivos e resultados bem depurada. Todavia, em um cenário novo para todos, os mais experientes também se adequaram a novas formas de colaboração, ciclos mais curtos de feedback, processos mais documentados ou automatizados, e uma rotina menos linear de trabalho.

Os fundamentos de capacidade transacional, alinhamento do código ao negócio e outras características mantêm o COBOL dominante nas aplicações críticas de alto volume há várias gerações, dos boomers a seus netos, que hoje trabalham juntos nas trilhas de DevOps, CI/CD, infraestrutura virtualizada híbrida e tudo que o atual ambiente digital de negócios impõe. É claro que em 61 anos de uso por milhares de empresas, vão se encontrar aplicações em diferentes estágios da trajetória do COBOL. Contudo, por razões de eficiência operacional e competitividade no mundo digital, os coboleiro vivem um grande momento para resolver as dívidas técnicas e mostrar tudo que o COBOL pode fazer hoje.

Preservação de investimento e confiabilidade x Apego

“Se não está quebrado, não conserta”, ou “não mexe que pode piorar”. O Desenvolvimento entrega um sistema alinhado, produtivo, estável, os usuários passam anos sem reclamar e entregando os resultados, até que um dia alguém resolve discutir o que “ficou lá rodando” sem manutenção ou ajustes. O pior efeito colateral dessa distorção – em que a reputação do software é penalizada por sua própria qualidade; se não dá defeito, se esquece – é a perda de noção de custo, geração de valor e outros critérios para decisões precisas. Com a modernização contínua, se obtém um caminho de baixo risco, com uma atualização constante de funcionalidades, gestão técnica/financeira e valor.

Outra dívida que pode ter alto impacto nos negócios são os grandes sistemas monolíticos, que em momentos de grandes mudanças tendem a ser mais percebidos como entraves à movimentação das organizações. Nesse contexto, grande parte dos clientes Micro Focus convertem as funcionalidades de suas aplicações COBOL em microsserviços, que por sua vez passam a rodar em uma infraestrutura híbrida.

Uma grande vantagem do COBOL no início de sua trajetória é a compatibilidade retroativa com as plataformas de mainframe. Conforme a aplicação crescia em volume, ou a empresa atualizasse o hardware, o mesmo código continua rodando, sem qualquer alteração. A facilidade de preservar as regras de negócio e de evitar os riscos de mudanças funciona bem em setores e cadeias de valor com processos estáveis e “definitivos”. Porém, fica incompatível com as premissas da economia digital, em que as mudanças nas táticas de negócio podem evoluir a um ritmo mais rápido do que as inovações tecnológicas.

O próprio mainframe, assim como as aplicações COBOL, passa a se integrar a outras plataformas e deixa de ter um desenvolvimento monolítico. A Micro Focus é fundadora do grupo de Cobol do projeto Open Mainframe e oferece ferramentas de DevOps em mainframe.

As aplicações legadas têm várias alternativas de revitalização e extração de valor com os recursos de integração e automação do Visual COBOL 6.0 , o ambiente de desenvolvimento e integração. As funcionalidades podem ser facilmente expostas e implementadas em nuvem, como APIs REST ou web services. A ferramenta permite a portabilidade para outras plataformas.

Inovação ágil e de baixo risco

Na palestra do pesquisador Sílvio Meira no Realize, o professor enfatizou a necessidade de um caminho escalonado à transformação digital. A ideia é ter agilidade para aproveitar as oportunidades de eficiência operacional e inovação, com facilidades como migração, testes e implementações de cargas de mainframe na AWS, ao mesmo tempo em que se preservam a inteligência e a confiabilidade das aplicações.

As soluções de Modernização e Conectividade de Aplicativos incluem uma série de recursos de desenvolvimento e integração, para aproveitar o melhor dos ativos de software.

Para obter uma referência das melhores práticas de planejamento e execução para alavancar o valor dos sistemas empresariais, os especialistas da Micro Focus sistematizaram um Modelo de Maturidade da Modernização. Já disponível em português, o documento, de quatro páginas, sumariza os pontos de atenção; o passo a passo das mudanças; e as perspectivas e objetivos dessa abordagem. Em uma leitura rápida, podem-se as táticas e os resultados das companhias mais bem sucedidas na revitalização de suas aplicações legadas.

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