A corresponsabilidade por Qualidade como caminho para eficiência e resultados; o papel dos SREs na execução e estratégias de serviços digitais; automação de testes; ponderações de oportunidades e riscos; workflows mais ágeis; e outras inovações em serviços de alta criticidade, escala e importância no negócio foram alguns dos temas percorridos por Filipe Jaske, diretor de infraestrutura de TI da Via Varejo, e Igor Freitas, head de Transformação Digital da XP Investimentos, na primeira sessão do Transformation Talk, uma troca de experiências e dicas entre profissionais de produtos digitais, TI e inovação.

“A Via se prepara para a Black Friday o ano inteiro. Se pegarmos os dias de pico das operações no resto do ano, isso se multiplica 15 ou 20 vezes na data”, diz Filipe. “Operar uma aplicação hoje é como olhar o cockpit de um avião. Com microsserviços e vários contêineres, precisamos de vários indicadores para conseguir dormir em paz”, compara.

Durante a conversa, Filipe descreveu como a Via Varejo tem aumentado a integração em toda a trilha, da concepção dos produtos ao desempenho de execução. “A disponibilidade de tecnologias hoje é mais abrangente. Temos ferramentas mais acessíveis, com injetores de dados em nuvem e simulações de fora para dentro. Isso culmina em métodos como SRE, que olha a infraestrutura do ponto de vista de como a aplicação a consome”, conta. Ele informa que, na Via Varejo, para cada jornada de produto (e-commerce, loja física, supply chain etc.) se formaram squads de SRE. “Avançamos no conceito you build, you run“, resume. “É claro que não dá para pensar no desenvolvedor descendo à camada de rede. Mas se diminuem interrupções e se ganha resiliência, além de uma confiança importante em eventos sazonais.” Igor enfatiza o caráter multilateral das integrações nos times. “O papel do SRE não é só fazer monitoramento. Já vejo conversas entre POs (product owners) e SREs para ajustes pós -eventos, com a avaliação de detalhes de negócio”, revela.


Visão fim a fim, para decisões sobre valor, riscos e renúncias

Durante o mês de novembro, o esforço de praticamente metade dos 2 mil profissionais de TI da Via Varejo é focado para fazer os serviços funcionarem. “As features são preparadas e testadas ao longo do ano. Em novembro, nada sobe à produção e os testes continuam”, conta Filipe.Ele explica que o período de freezing (parada de acréscimos ou alterações de features) depende da maturidade e da confiabilidade dos testes de cada produto. No contexto geral, tanto Filipe quanto Igor enfatizam que Qualidade e Performance envolvem decisões e responsabilidades mais amplas. “Hoje há metodologias que facilitam [a inovação com menor risco]. Podem-se testar novas ideias com MVP (mínimo produto viável) e depois pensar em escala”, reconhece Filipe.”É importante fazer perguntas certas sobre valor e riscos”, diz Igor. “A visão isolada gera erros e problemas de execução. O arcabouço [dos produtos] é amplo. Tem que se olhar os requisitos jurídicos, de segurança, controles e TI”, enumera. “Há necessidade de parceiros diferentes nas tribos. Especialistas em segurança, dados, privacidade, arquitetura… Pode parecer um overhead de papéis, mas essas competências devem ser acionadas antecipadamente. Com esse time multidisciplinar, se trazem os produtos com os requisitos funcionais e não funcionais. Tudo começa com isso. E pouco antes do evento, se pegam cenários e jornadas com baterias de testes de resiliência, cloud e cargas de dados”, descreve.

Automação de testes de carga

Igor destaca o papel da automação nas etapas de carga de dados e criação dos casos de testes. “A preparação às vezes é mais complicada do que a execução e análise dos testes. O que procuramos é automatizar a geração de massas e casos de testes, para ter mais tempo de análise”, diz. Ele avalia que ferramentas mais acessíveis e abrangentes permitem mais autonomia e controle ao longo do processo. “Se busca um modelo menos segmentado e com menos passagens de bastão entre os times de desenvolvimento e QA. O papel da Qualidade não é um cara testando no final. Há casos em que o próprio desenvolvedor automatiza os testes”, menciona. Assista o vídeo na íntegra e conheça as avaliações e dicas dos especialistas das indústrias de Finanças e Varejo.

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