O amadurecimento do DevOps, o papel de clientes e lideranças corporativas e as táticas dos líderes são alguns dos eixos da pesquisa O Estado da Qualidade do Software 2021 – uma visão de empresa

O aumento do peso da qualidade de software nos resultados e um maior comprometimento das áreas operacionais e estratégicas são algumas das tendências quantificadas no estudo com equipes seniores de TI, de 316 organizações em quatro continentes. A pesquisa também aprofunda o uso de metodologias, ferramentas e o contexto estratégico para as melhorias na qualidade de software nos últimos dois anos.

“O desenvolvimento de software está passando por sua própria transformação digital. Hoje, é mais ciência do que arte e tecnologias como IA/ML continuarão a empurrar o desenvolvimento de software nessa direção”, observa Steve Hendrick, diretor de pesquisa da EMA (Enterprise Management Associates).

“Para dimensionar a importância da Qualidade de Software, é só seguir o dinheiro. Pelo menos 70% das companhias reconhecem que tem um alto impacto na receita. Ao mesmo tempo, a TI hoje sofre pressões transversais e faz cada vez mais sentido trabalhar com conceitos como MVP (mínimo produto viável”, constata o pesquisador.

Na amostragem, 67% das organizações adotam modelos ágeis e mesmo nos casos de desenvolvimento em cascata os processos são cada vez mais enxutos.

Alinhamento e maturidade operacional definem líderes de Qualidade de Software

As três principais respostas gerais sobre como as empresas estão melhorando a qualidade do software incluíram investir mais na compreensão das necessidades do cliente (53%), maior automação no ciclo de vida do software (50%) e colaboração mais regular com os clientes (48%).

Entre as motivações, 61% destacam a necessidade de reter e expandir sua base de cliente e 57% reconhecem no software uma vantagem competitiva muito relevante. O protagonismo da alta direção das companhias foi destacado por 56%, que dizem que as exigências de Qualidade hoje pesam tanto quanto cumprimento de prazos e orçamentos.

Tanto os profissionais de Desenvolvimento quanto os de nível executivo hoje se sentem altamente responsáveis pela Qualidade de Software. Outra boa notícia é que os times de Operações compartilham a mesma inquietação.

“A importância do ITSM na abordagem da qualidade do software se deve ao foco no gerenciamento de incidentes, de problemas e de mudanças/versões, o que demonstra uma dimensão operacional da qualidade do software”, observa Hendrick.

Os líderes de qualidade de software quase sempre investem mais em atividades de medição em todo o ciclo. As organizações mais avançadas em DevOps também têm uma forte preferência por adquirir ferramentas de fornecedores estratégicos, enquanto os demais adotam soluções caso a caso.

O uso sistemático de métricas, automações e de ferramentais mais sofisticados nos processos depende menos da maturidade digital do que do tamanho das empresas. As organizações mais avançadas, como indicam os dados do estudo, os investimentos em Qualidade de Software decorrem da visão das lideranças de seus efeitos na geração de resultados.

Outra descoberta é que os líderes são mais propensos a adotar SaaS e MSP (provedores de serviços gerenciados). “O modelo MSP inclui terceiros que estavam engajados em gerenciar aspectos do ciclo de vida do software, especialmente aqueles focados em cargas de trabalho de produção. Os produtos SaaS fornecem uma experiência semelhante porque sua operação e gerenciamento também são tratados por terceiros. O modelo de entrega SaaS/MSP é adotado por 34% dos líderes em qualidade de software, em comparação com apenas 20% dos mainstreamers e 21% dos retardatários”, consta na pesquisa.

Entre as recomendações dos líderes, se destacam: melhores práticas de desenvolvimento (como revisão e programação por pares) (47%); adaptação de uma abordagem mais abrangente para teste de software (45%); implementação e uso de métricas de fluxo (42%), e uso de contêineres para ganho de eficiência e velocidade (41%).

Agilidade não é pressa e estoque não é receita – o lado sombrio do DevOps

Segundo os profissionais ouvidos na pesquisa O Estado da Qualidade do Software 2021 – uma visão de empresa, as principais armadilhas a se evitar incluem: adotar novos processos sem validação prévia (37%); focar apenas na velocidade (34%); tratar o desenvolvimento de aplicativos como um centro de custo (34%); e confundir a entrega de recursos com o valor do cliente (32%).

Steve Hendrick, diretor de pesquisa da EMA, pondera que essas distorções são comuns nas fases iniciais da transformação. “Enquanto a expansão de práticas de DevOps foi citada várias vezes como o caminho para melhorar a qualidade do software, existe um lado sombrio em fazer alterações no processo. Focar nos cronogramas do cliente é uma prioridade de desenvolvimento de software, que deve ser balanceada considerando também a qualidade e o custo. Finalmente, confundir a entrega de recursos com valor para o cliente é um dilema comum, melhor resolvido por meio de níveis mais altos de comunicação e colaboração com o cliente”, observa.

Os aspectos culturais e humanos também preocupam os líderes de DevOps e Qualidade de Software. “Desumanizar o desenvolvimento de software por meio da rotação excessiva de processos e métricas, e tratar os funcionários da equipe de desenvolvimento como commodities” é uma das distorções mais mencionadas.

Outro fator a ser corrigido é estender a visão de qualidade e geração de valor por meio de uma melhor comunicação com os times. Em vez de focar no desempenho individual, os líderes disponibilizam informações e métricas de resultados.

Para conhecer os detalhes sobre as estratégias; os processos; os papéis das áreas de Desenvolvimento, Operações e Alta Direção; e outros aspectos da Qualidade de Software, baixe o estudo da EMA em português.

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