“A nuvem é mais do que uma mudança de tecnologia. A operação, a gestão de informação e as jornadas são muito diferentes. Devemos evitar a ideia de migrar de A para B. A migração tem que gerar valor, até para se saber se vale a pena”, adverte Igor Freitas, especialista em arquiteturas tecnológicas e estratégias de negócios digitais. 

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Igor adianta alguns tópicos do talk show desta terça, 19 de outubro, em que participará junto a Filipe Jaske, head de infraestrutura de TI da Via Varejo. “Ambos os convidados sabem falar de tudo sobre Transformação Digital. O que fizemos foi reunir um profissional focado em criação, construção e mudanças nos negócios e outro que garante as condições para tudo isso funcionar”, esclarece Rogério Sartori, estrategista para DevOps na Micro Focus e mediador do talk show.

Igor atua há mais de 10 anos em projetos de transformação em produtos, gestão de times, organização e negócios em grandes companhias de Finanças. A partir dessa perspectiva, ele comenta mais os aspectos estratégicos do que operacionais da jornada à nuvem. Entre os direcionadores, ele menciona experiência do cliente, geração de receita, time to market, resposta ao concorrente ou ao regulador, e simplificação da operação de negócio. “Cloud não é só troca de tecnologia. A preparação é importante para amadurecer os modelos de desenvolvimento, operação e a própria gestão financeira”, explica.

Rogério adianta que aproveitará a longa experiência dos convidados para compartilhar uma visão bem pragmática de todo ciclo da geração de valor, passando por estratégia, desenvolvimento e operação. A partir do histórico e da análise da transformação em grandes operações de varejo e serviços financeiros, serão discutidos os desafios relacionados a produtos, qualidade, performance e outros itens, com destaque às interações entre DevOps com disciplinas como gestão de serviços em nuvens híbridas e SRE.

Outro ponto a ser levantado pelo mediador é a tendência de adoção das próprias ferramentas de Gerenciamento de Entrega de Aplicações (ADM) em nuvem. Nesse contexto, Rogério adianta que se alinha muito à visão de Igor, que enfatiza mudanças que vão além da migração. Mais do que a infraestrutura, os modelos de desenvolvimento, testes, gestão de releases, ITSM e vários outros itens passam por transformações, sobre as quais conversaremos no talk show

O papel do cliente na criação de produtos e oferta de valor

Com um dos sistemas financeiros mais avançados e interconectados do mundo – com as padronizações setoriais, o Sistema Brasileiro de Pagamentos e outros diferenciais -, o grande movimento de transformação dos serviços financeiros é o poder de decisão do cliente. “Com Open Finance, a regulação do Open Banking, o PIX e outras inovações, o cliente ganha mais acesso a serviços e uma oferta mais ampla”, observa. Em sua avaliação, isso torna mais complexo o desafio de usar a informação.

“Hoje precisamos ter o cliente participando em todo o ciclo”, resume. Mais do que comparar o conjunto de features das ofertas, a usabilidade dos canais e outros diferenciais em cada ponto de sua jornada, a customização e gerenciamento dos produtos (com consentimentos, compartilhamentos no ecossistema e outros itens) fica mais complexa, ao mesmo tempo em que é preciso manter a Experiência do Usuário o mais simples possível.

Enquanto a maioria das discussões sobre LGPD foca nas questões de cibersegurança, Igor vê ganhos na disseminação de conceitos consensuais de qualificação dos dados. “Às vezes chegamos a questionar por que precisa de lei para se garantir o uso correto dos dados desde o início. Mas tem sido importante para amadurecer a relação com a informação de todos os lados (companhias e clientes)”, avalia.

Transformação do trabalho e gap no trabalho de transformação

Independente de a companhia já estar com ou com seu processo de transformação ágil em curso, a pandemia tornou a digitalização essencial para praticamente todos. “Os processos online se intensificaram em função do teletrabalho, de nossa própria dependência dos canais digitais e tecnologias cuja adoção era adiada (e se tornaram vitais). Nossa própria experiência cotidiana se tornou digital”, menciona Igor.

“Evoluímos em muita coisa durante a pandemia. Já temos ferramentas, políticas e cultura para home office e o modelo híbrido deve prosseguir”, diz. Tais mudanças já consolidaram novas práticas, como, por exemplo, recrutamento em múltiplas regiões. “O que não evoluímos foi no pensamento de longo prazo; como capacitar as pessoas para atender as demandas no Brasil e de companhias no exterior (às quais os profissionais passam a ser acessíveis). Há uma enorme necessidade de capital humano e o desafio de formar gente para esses empregos é urgente”, adverte.

A dificuldade de preencher as vagas em áreas como TI e DevOps, evidentemente, é reconhecida como um problema imediato. Mas Igor também aponta outros atributos desejáveis na transformação. “O skill técnico continua importante para os profissionais de DevOps, SRE e Qualidade. Mas se busca gente com capacidade de gerar ideias para os produtos e o negócio; não apenas codificar e testar”, descreve.

Por sua experiência na liderança de times multidisciplinares e multiperfil, em projetos altamente inovadores em companhias consolidadas, a transformação de fluxos de trabalho, papéis e outros aspectos organizacionais e humanos também são temas que podem ser aprofundados no talk show. “A inovação não é só em produtos e tecnologia. É também como se contratam, se treinam e se gerenciam as pessoas. A jornada do colaborador é um item essencial”, destaca.

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Democratização dos dados é base da geração de valor na Transformação Digital

A capacidade de entregar informações corporativas e externas de forma adequada a cada agente de geração de valor é uma premissa e um dos principais desafios da Transformação Digital. Este é um dos temas que será aprofundado por Igor Freitas, em um talk show no qual vai compartilhar sua experiência e visão sobre as mudanças nas organizações, no trabalho e em todo contexto de negócio.

“Antes, os dados ficavam em silos, disponíveis para jornadas específicas. Hoje os dados precisam estar disponíveis de forma diferenciada. Isso não se limita a contratar capacidade em nuvem e criar um data lake. É preciso conhecer o valor da informação, saber como extrair os insights e ter agilidade para consumir os dados”, enfatiza.

Embora reconheça o papel estrutural e estruturante de áreas como TI e desenvolvimento, Igor lembra que qualquer atividade passa pela Transformação Digital. Por exemplo, tanto os estrategistas quanto os gestores precisam tomar decisões baseada em fatos (data driven), seja por pressões competitivas, regulatórias ou nas margens. “A produção de relatórios de BI tem que ser rápida e descentralizada. Além da informação, é preciso entregar ferramentas para as áreas de negócios”, menciona.

Além do fluxo de informações, Igor constata que a Transformação Digital passa necessariamente pela derrubada de silos. “Por isso as companhias se organizam por jornadas. Tem que se inovar em tudo que compõe o ciclo de geração de valor. Talvez áreas de back office ainda consigam operar de forma mais isolada, mas a mentalidade de CFOs, CMOs e CROs também se molda”, diz.

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