Combinar autonomia e organização; microempreendedorismo e potência corporativa; lucratividade e bem-estar; canais online e relacionamento pessoal; e estratégia global com práticas customizadas. Onde algumas pessoas podem ver objetivos contrastantes, Marco Leone, vice-presidente e general manager da Micro Focus Brasil, enxerga as complementaridades necessárias para alavancar a economia e a qualidade de vida. “A transformação que queremos depende de educação, diversidade e microempreendedorismo”, afirma. “Nos conselhos de startups, se fala mais de solução de antigos problemas com novas ideias do que de planejamento estratégico. As empresas tradicionais também buscam a ‘centralidade no cliente’; não dá mais para prever todo o jogo”, menciona.

Marco Leone, vice-presidente e general manager da Micro Focus Brasil

Ao mesmo tempo em que liderou o time que obteve tanto em 2020 quanto em 2021 um dos melhores resultados entre todas as unidades internacionais , Marco estica sua agenda, nas horas vagas,  do seu anywhere office em grupos de desenvolvimento pessoal e profissional  como a YPO (Organização de Jovens Presidentes), apoiando o investimento anjo em startups por meio do HBS Alumni Angels of Brazil, ou ajudando na melhoria da educação por meio da  Labor Educacional

Transformações dentro da transformação

Mesmo a Micro Focus tendo antecipado a quarentena, por decisão global, logo que a pandemia se agravou no Reino Unido, os times não apenas se adaptaram ao modelo de trabalho, como também tiveram que fazer mais pelos clientes. “Aprendemos muito nesses dois anos, mas essa experiência não serve necessariamente de parâmetro para o futuro”, pondera Marco.

Do ponto de vista das pessoas e das organizações, ele antevê ainda muita reflexão e trabalho para consolidar ou ajustar as mudanças. “2022 será outro ano atípico”, resume.

“Uma coisa é manter as pessoas totalmente concentradas quando é difícil sair. Quando as limitações diminuírem, nem todos ainda estarão adaptados para o modelo híbrido. O trabalho foi inclusive um meio de se manter conectado à ‘vida normal’. A intensificação do uso de tecnologia se deve em parte às restrições (na pandemia), enquanto outras facilidades vieram para ficar. Lidar com o modelo híbrido implica novos itens de gestão. É preciso ficar claro, por exemplo, quando e como (presencial ou online) o João vai ‘estar lá’, principalmente em projetos que envolvam várias áreas diferentes.. Nem todos estão preparados para essas mudanças. Vamos precisar de mais treinamento, tecnologia, e ferramentas”, nota o executivo.

Evidentemente, Marco reconhece que as organizações e seus colaboradores avançaram no uso de ferramentas de colaboração e outros recursos digitais. Isso também consolidou alternativas, como contratações em múltiplas regiões. “Alguns colaboradores ingressaram e se desligaram das empresas, sem nunca ter ido a um escritório ou tido um contato presencial com os colegas”, constata. “Alguns líderes terão dificuldades de manter a cultura da empresa nessas condições. Muitas ideias e oportunidades de inovação acontecem em ‘trocas não estruturadas’, no papo no cafezinho”, adverte.

Enfatizando a necessidade de uma análise mais crítica da experiência recente, Marco pondera que a produtividade dos relacionamentos por meio digital, no caso dos colaboradores e clientes da Micro Focus, carrega muito de um longo histórico de interações. “O que manteve a continuidade, a estabilidade e o crescimento dos negócios foram o conhecimento mútuo e a confiança que já tinham desenvolvido. Na crise, o cliente quer confiabilidade. Na hora de arriscar as transformações, precisa conhecer alguém a quem recorrer”, diz.

Do tabuleiro da baiana aos ecossistemas de inovação

Marco é filho de um jornaleiro mineiro e uma “mama” calabresa e, portanto, deve sua carreira em multinacionais àquele trabalho na banca do quarteirão. “Há anos insisto na vocação do Brasil para o empreendedorismo. A criatividade e iniciativa fazem parte da economia do nosso povo desde a pós-abolição”, observa. Ele destaca também o papel tradicional das mulheres na invenção de formas de gerar alguma renda adicional para as suas famílias.

Em seu histórico profissional, Marco já liderou a importante expansão nos anos em que esteve na direção da CA Technologies, quando a empresa também entrou na lista The Best Place to Work, da Exame

Quando iniciou a operação da Micro Focus no Brasil, em 2009, era uma companhia de U$S 200 milhões ao ano e nos dias de hoje se aproxima de  US$ 3 bilhões globalmente. Contudo, ele avalia que excelência tecnológica e capacidade das corporações são apenas “parte da solução”, seja para a economia, as organizações e o IDH. “Entre líderes dos grandes bancos e outras companhias tradicionais, muitos já se convenceram de que a  inovação  passa por microempreendedorismo, microcrédito e startups. É nesse espaço que alguém vê potencial de romper com modelos tradicionais”, afirma.

No que se refere a arquiteturas e abordagens tecnológicas, o mote da Micro Focus – Run and Transform – tem se traduzido nos produtos dos clientes. “Já não se pensa mais em supersoluções. Na transformação digital, o jogo é desenvolvimento rápido, alta disponibilidade ao negócio, gestão de risco e governança e muito uso de IA para alinhamento ao cliente”, sumariza.

A visão de ecossistemas abertos de Marco não se restringe a tecnologia. Nesse contexto, ele faz uma correlação peculiar entre as agendas de Educação, diversidade e geração de valor às companhias. “A variedade de experiências e visões diferentes é fundamental. Para se conseguir alinhamento ao cliente e direcionamento a resultados, o ponto de partida é a representatividade”, define.

Marco adianta que um dos objetivos para o novo ano fiscal, que começa neste trimestre, é identificar demandas e mobilizar as competências para iniciativas do programa de voluntariado Inspire. “No setor de TI, sentimos muito fortemente a necessidade de desenvolver talentos. No cenário geral, 2022 deve ser um ano de cortes de investimentos públicos e quem mais sofre é a Educação, que já teve investimentos drenados durante a pandemia”, constata. “Eu tive a minha vida transformada pela Educação. Entendo que as empresas serão cada vez mais responsáveis por apoiar uma agenda consequente de ESG. Essa minha iniciativa de contribuição é somente uma gota no oceano , mas deve ser uma prioridade de todos, por todos os motivos”, afirma.

Saiba mais sobre
as soluções de TI da Micro Focus

Informe seus dados e entraremos em contato






    Prometemos que não enviaremos spam ;-)